Esses dias vi em programa uma matéria sobre a solidão, ela pode ser tanto benéfica quanto maligna. A solidão benéfica é aquela em que precisamos de espaço, um momento para pensar em nós mesmos, refletir, portanto nos ajuda na convivência e criatividade porque não, já a maligna é aquela em que a gente se acomoda e não conseguimos encontrar um parceiro, alguém pra dividir nossas dúvidas e anseios, o que nos leva a depressão e a necessidade constante do outro, a carência.
Eu neste momento sofro dos dois! Estar só está me ajudando tanto no trabalho, na minha carreira, eu não penso, eu vou, o que era pra ser algo bom mas que no momento só está se tornando um empecilho, pois estaquei novamente, não quero fazer nada, estou nesta solidão de parceiro, de abraço, mas não é qualquer abraço. Meu último abraço foi um pedido urgente de ajuda de ambas as partes, não consigo cair nesses momentos então tive que segurar a barra mas talvez escrever me ajude. É difícil as pessoas entenderem o que estou passando, por mais que você tenha amigos e familiares prontos pra te estender a mão o que você realmente quer é aquele companheiro pra te dizer que tudo vai ficar bem, um abraço de proteção, alguém que no fim do abraço te olhe com carinho e com quem você possa deixar seus sentimentos rolarem soltos sem culpa, sem medo, sem dor.
Por que será que o amor dá essa tristeza imensa, essa vontade de morrer? Deve haver um ponto onde o amor e a morte se confundem, como as águas do rio e do mar.
Branca Dias- O Santo Inquérito
Eu sempre sinto isso, mas quando estou em busca do amor também, é uma mistura de sentimentos que embaraça demais a gente e é como estou me sentindo agora, uma vontade de morrer mas com uma esperança de viver só pra encontrar a pessoa certa, e assim vou me segurando.
Realmente a solidão não me faz bem!